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Partidos recusam apoiar candidatos no Brasil

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Numa situação inédita que espelha o extremo a que chegou a divisão política no Brasil, a maior parte dos partidos está a recusar apoiar na segunda volta das presidenciais tanto o candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro, que venceu a primeira volta, como o candidato do Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad, que ficou em segundo. Os partidos estão a optar por se manterem neutros ou, simplesmente, não tomarem qualquer posição. Dois dos três maiores partidos do Brasil, o Movimento Democrático Brasileiro, de Michel Temer, e o Partido da Social Democracia Brasileira, do quarto colocado na primeira volta, Geraldo Alckmin, até ontem não tinham conseguido decidir quem apoiar. Do lado mais conservador, o Partido Novo e o Partido Democratas declararam-se neutros, tal como o partido Podemos, do candidato Álvaro Dias. À esquerda, dos grandes, só o Partido Socialista Brasileiro, declarou apoio a Haddad. Já o Partido Popular Socialista anunciou que não apoiaria ninguém pois tanto Bolsonaro quanto Haddad “representam ditaduras”, e o Partido Democrático Trabalhista, de Ciro Gomes, terceiro na primeira volta, apesar de já ter anunciado oposição firme a Bolsonaro, ainda não declarou apoio a Haddad. O chamado ‘Centrão’, grupo de partidos que sempre apoiam quem está no poder (já serviu de base aos governos de Lula, Dilma e Temer) e que na primeira volta apoiou Alckmin, trilha a mesma indefinição, com exceção do Partido Trabalhista Brasileiro, que declarou apoio a Bolsonaro. O maior do grupo, o Partido Progressistas, declarou neutralidade, enquanto o Partido da República, apesar da base evangélica idêntica ao Partido Social Liberal, de Bolsonaro, evitou dar-lhe o seu apoio. Conselheiro de Bolsonaro suspeito de fraude   O economista Paulo Guedes, principal conselheiro económico de Bolsonaro e provável ministro da Economia se este vencer as eleições, está sob suspeita de fraude. O Ministério Público abriu uma investigação contra Guedes, dono de várias corretoras financeiras, acusando-o de, entre os anos de 2009 e 2013, se ter associado a executivos de empresas públicas ligados ao PT e ao MDB para emitir e negociar irregularmente milhões de euros em títulos dos fundos de pensões. Portugal e Brasil “são países irmãos” independentemente do presidente O Ministro dos Negócios Estrangeiros português garantiu ontem que, independentemente do presidente que for eleito no Brasil, os dois países “irmãos” vão sempre manter “a mesma proximidade”. Falando após uma reunião com o homólogo brasileiro Aloysio Ferreira, em Lisboa, Augusto Santos Silva lembrou que Portugal e Brasil “partilham muitos valores e orientações” e que “o empenhamento” vai continuar. PORMENORES  Médicos afastam debate Os médicos que acompanham Jair Bolsonaro, que ainda recupera do atentado sofrido em setembro, anunciaram que o candidato ainda não está em condições de fazer campanha ou participar em debates, e que até dezembro terá de ser submetido a uma nova cirurgia para retirar a bolsa de colostomia. Haddad diz que está disposto a debater com ele “até na enfermaria”. Lula ‘liberta’ Haddad Acusado por aliados de prejudicar a candidatura do seu substituto, Fernando Haddad, o ex- –presidente Lula da Silva cedeu e disse ao candidato do PT para não o visitar mais na prisão e se concentrar exclusivamente na disputa da segunda volta.

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