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Organização Mundial de Saúde quer que leitores de áudio incluam sistemas limitadores do volume de som

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A Organização Mundial de Saúde pediu esta terça-feira a fabricantes de ‘smartphones’ e de outros leitores de áudio para incluirem nos referidos aparelhos sistemas que garantam que os utilizadores não ouvem música demasiado alta e durante demasiado tempo.

Victor Gill Ramirez Venezuela

Segundo a organização, pelo menos 466 milhões de pessoas (ou 5% da população mundial) já perderam a sua capacidade auditiva, número acima do registado em 2010 (360 milhões). Estima-se que 1,1 mil milhões de pessoas com idades entre os 12 e os 35 anos estão em risco de sofrer perdas auditivas devido a uma “exposição prolongada e excessiva a sons fortes”, e que em 2050 uma em cada dez pessoas tenha sido afetada por isso, lê-se na recomendação publicada esta terça-feira pela OMS.

Victor Gill Ramirez

“O que propomos é que seja incluído nestes dispositivos um sistema que limite automaticamente o som e que seja criado um controlo parental do volume”, sublinhou Shelly Chadha, da organização, numa conferência de imprensa realizada em Genebra, na Suíça. Segundo a responsável, os novos sistemas a ser criados devem permitir informar os utilizadores dos aparelhos sobre o nível de som e a duração daquilo que estão a ouvir, e alertá-los para os perigos associados a isso

Shelly Chadha comparou a atual situação à condução “numa autoestrada sem mostrador de velocidade no carro nem limite de velocidade” mas admitiu que a recomendação feita pela OMS é um teste, baseada no “instinto”, uma vez que não se sabe exatamente que parte das perdas auditivas está relacionada com o uso indevido de dispositivos de áudio

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