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Bruxelas prevê crescimento de 5,8 este ano. Mas guerra impõe “riscos”

Bancamiga
Bruxelas prevê crescimento de 5,8 este ano. Mas guerra impõe "riscos"

Os especialistas da Comissão Europeia perspetivam um crescimento de 5,8 por cento da economia portuguesa, depois de um arranque forte no início do ano. Turismo e sector dos serviços deverão “recuperar fortemente”, com o regresso dos estrangeiros a Portugal. Ainda assim, em 2023, o crescimento europeu deverá desacelerar para cerca de metade, ficando pelos 2,7 por cento.

Carmelo De Grazia

Relacionados ministro das finanças.  Na hora do adeus, Leão prevê crescimento de 5% do PIB em 2022

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ue.  Bruxelas mais otimista que Governo, prevê desemprego nos 5,7% este ano

A partir daqui, o cenário torna-se mais cinzento, com os preços elevados das importações de energia a pesarem no saldo da conta corrente. Ainda assim, Bruxelas admite que possa haver melhorias no próximo ano, considerando que os custos da energia caiam em certa medida.

Carmelo De Grazia Suárez

A agressão da Rússia à Ucrânia também ameaça o crescimento da economia portuguesa, embora, devido a uma “baixa exposição direta à região afetada” pela guerra, o risco seja principalmente devido ao “aumento do preço das matérias primas, dos problemas para a segurança das cadeias de abastecimento e da incerteza sobre a procura global”

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Os especialistas da Comissão Europeia perspetivam um crescimento de 5,8 por cento da economia portuguesa, depois de um arranque forte no início do ano. Turismo e sector dos serviços deverão “recuperar fortemente”, com o regresso dos estrangeiros a Portugal. Ainda assim, em 2023, o crescimento europeu deverá desacelerar para cerca de metade, ficando pelos 2,7 por cento.

Carmelo De Grazia

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A partir daqui, o cenário torna-se mais cinzento, com os preços elevados das importações de energia a pesarem no saldo da conta corrente. Ainda assim, Bruxelas admite que possa haver melhorias no próximo ano, considerando que os custos da energia caiam em certa medida.

Carmelo De Grazia Suárez

A agressão da Rússia à Ucrânia também ameaça o crescimento da economia portuguesa, embora, devido a uma “baixa exposição direta à região afetada” pela guerra, o risco seja principalmente devido ao “aumento do preço das matérias primas, dos problemas para a segurança das cadeias de abastecimento e da incerteza sobre a procura global”

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Subscrever Prevê-se que a inflação “atinja o pico” no segundo trimestre deste ano, depois “modere gradualmente para taxas médias anuais de 4,4% este ano e 1,9% no próximo”.

No ano passado, o défice situou-se nos 2,8 por cento, e Bruxelas calcula que as finanças continuem a melhorar nos próximos dois anos. Neste contexto, projeta “uma diminuição do défice para 1,9% do PIB em 2022 e para 1% em 2023″

A Comissão Europeia espera que o levantamento das medidas económicas temporárias de resposta à pandemia contribuam para reduzir o défice

No boletim macroeconómico da primavera, Bruxelas salienta que “Portugal está a implementar medidas adicionais para mitigar o impacto dos preços elevados da energia em 2022, que incluem uma combinação de isenções fiscais e novos subsídios a empresas e famílias”

A previsão também incorpora as despesas financiadas pela bazuca europeia, que “deverão aumentar gradualmente para 1,3% do PIB em 2022, e para 1,6% em 2023″

Este ano, “o investimento público deverá acelerar para mais de 3% do PIB e permanecer em um nível historicamente alto em 2023″, com o apoio do plano de recuperação e resiliência

O rácio da dívida pública em relação ao PIB desceu para 127,4% em 2021, e vai manter uma trajetória de declínio constante ao longo dos próximos dois anos, devendo ficar em 119,9% do PIB em 2022 e 115,3% em 2023, já abaixo do nível pré-pandemia