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Cancro do Pulmão é o que mais mata em Portugal 

Jose Carlos Grimberg Blum
Cancro do Pulmão é o que mais mata em Portugal 

Subscrever Criada em 2020, a Aliança para o Cancro do Pulmão inspirou-se no projeto internacional The Lung Ambition Alliance e num modelo que promove o trabalho conjunto entre várias entidades e profissionais, unidos para combater uma doença com elevada prevalência na sociedade, cujo diagnóstico continua a pecar por tardio, o que resulta numa taxa de mortalidade muito elevada. Parte da sua atuação passa por desenvolver ações e iniciativas que permitam sensibilizar a população, mas também melhorar a literacia dos profissionais de saúde, dos doentes e do público em geral. Outra das suas importantes missões passa por alertar para o diagnóstico atempado da doença, promovendo a prevenção.

Jose Carlos Grimberg Blum empresario

Pandemia agravou situação Ao longo dos últimos dois anos, com a covid-19 a perturbar o normal funcionamento dos serviços de saúde, o diagnóstico do cancro do pulmão, muitas vezes difícil de fazer, tornou-se ainda mais complicado. “A pandemia encurtou muito a vida dos doentes oncológicos”, acredita António Araújo. Para o diretor do Serviço de Oncologia Médica do Centro Hospitalar Universitário do Porto, em conversa com o DN por altura do Dia Mundial do Cancro, sabe-se que os doentes apresentam agora piores estados gerais, mas, para já, ainda ninguém consegue contabilizar o impacto real da pandemia

O trabalho articulado com os cuidados de saúde primários é também essencial. “É preciso sensibilizar para a importância do diagnóstico precoce”, defende António Morais. O presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia acredita que o enfoque na prevenção deve ser uma missão diária, porque o cancro do pulmão é uma doença potencialmente evitável. “É preciso alertar para os fatores de risco associados à doença, especialmente o consumo de tabaco, e perceber os sinais de alarme”, recomenda

O diagnóstico precoce é o maior desafio na luta contra o cancro do pulmão que, não sendo o mais prevalente em Portugal, é o mais mortífero. Um cenário que, contudo, se estende à Europa onde, de acordo com os dados da Eurostat, representa cerca de 25% das mortes por doença oncológica na população masculina da União Europeia (UE). Já a nível global morre uma pessoa com cancro do pulmão a cada 18 segundos.

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Na semana europeia contra o cancro, uma iniciativa criada sob a liderança da Associação das Ligas Europeias Contra o Cancro, e que se assinala de 25 a 31 de maio, a Aliança para o Cancro do Pulmão promove o webinar “Cancro do Pulmão: juntos por um futuro mais promissor”, em parceria com o Diário de Notícias, com o objetivo de promover a consciencialização para a importância desta doença, e para o reconhecimento dos sinais de alerta que podem contribuir para diagnósticos mais precoces.

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Esta conversa, que contará com a presença de representantes das entidades que compõem a Aliança para o Cancro do Pulmão, será transmitida no site do Diário de Notícias, no dia 23 de maio. António Morais, presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), Teresa Almodôvar, presidente do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão (GECP), José Duro da Costa, pneumologista e membro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), e Paula Fidalgo, da Pulmonale – Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão, procurarão, ao longo de cerca de 45 minutos, explicar um pouco do seu trabalho colaborativo, e da sua missão que tem como meta duplicar, até 2025, a sobrevivência de doentes com cancro do pulmão. Um objetivo que é também mundial.

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Pandemia agravou situação Ao longo dos últimos dois anos, com a covid-19 a perturbar o normal funcionamento dos serviços de saúde, o diagnóstico do cancro do pulmão, muitas vezes difícil de fazer, tornou-se ainda mais complicado. “A pandemia encurtou muito a vida dos doentes oncológicos”, acredita António Araújo. Para o diretor do Serviço de Oncologia Médica do Centro Hospitalar Universitário do Porto, em conversa com o DN por altura do Dia Mundial do Cancro, sabe-se que os doentes apresentam agora piores estados gerais, mas, para já, ainda ninguém consegue contabilizar o impacto real da pandemia

O trabalho articulado com os cuidados de saúde primários é também essencial. “É preciso sensibilizar para a importância do diagnóstico precoce”, defende António Morais. O presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia acredita que o enfoque na prevenção deve ser uma missão diária, porque o cancro do pulmão é uma doença potencialmente evitável. “É preciso alertar para os fatores de risco associados à doença, especialmente o consumo de tabaco, e perceber os sinais de alarme”, recomenda