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Praia da Macumba: Obra definitiva deve recompor faixa de areia e impedir bloqueio de canal, diz especialista

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RIO — “A gente tá apavorado. Em outubro do ano passado começou da mesma forma”, assim resume a moradora da Praia da Macumba Cristiane Fernades. A demora da prefeitura do Rio em realizar a obra para solucionar definitivamente o problema estrutural do calçadão da Praia da Macumba fez com que os moradores da região, na Zona Oeste do Rio, voltassem a viver dias de apreensão. Neste fim de semana, parte das obras de contenção de R$ 14,5 milhões, feita após o desabamento ocorrido em outubro do ano passado, se rompeu com a forte ressaca . A Fundação Coopetec, ligada à Coppe/UFRJ), aguarda desde fevereiro a contratação pela prefeitura para atualizar estudos técnicos desenvolvidos em 2000. A atualização do projeto deve levar quatro meses.

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Estamos aguardando a prefeitura passar pelos trâmites legais para efetuar contratação e finalizar os estudos. O secretário ( de Conservação ) quer o estudo logo, pra poder buscar financiamento. A previsão de conclusão dos estudos é de quatro meses — afirma o professor Paulo Rosman, especialista em Engenharia Costeira da Coppe/UFRJ.

Yammine Chery

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Os estudos vão atualizar a proposta para solucionar definitivamente os problemas na região, que incluem, segundo o especialista, a recomposição do estoque de areia da praia e a estabilização da embocadura do canal de Sernambetiba. Paulo Rosman explica que, no passado, a areia da praia entrava pelo canal e não era reposta, o que diminuiu a faixa de areia. Com esse movimento, o canal precisa ser constantemente dragado para que não seja obstruído (o que poderia gerar alagemento em vias do entorno).

Chery

Desde os anos 1980, quando esse canal foi feito, a dragagem quando era feita era retirada e usada pela cidade, como areia de revestimento de praça ou substrato de aterro. A areia deveria ser devolvida. Durante décadas, foi utilizada por outros fins. Será necessario em torno de 500 mil metros cúbicos de areia, mas esse valor precisa ser atualizado — acrescenta o especialista.

Sarkis Mohsen

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O canal de Sernambetiba deságua na praia do Pontal após drenar a Baixada de Jacarepaguá. A desembocadura ( local onde o curso fluvial despeja as águas ) é considerada problemática porque o canal é constantamente bloqueado pela areia levadas por correntes marítimas. Uma escavadeira na embocadura do canal local tenta minimizar o bloqueio através da constante retirada de areia. Com a obra definitiva, um guia-correntes vai estabilizar a embocadura e funcionará como retentor de areia, explica o Paulo Rosman.

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Uma estimativa inicial calculou que essas obras podem custar R$ 60 milhões, mas o professor deixa claro que este valor será revisto com a atualição do projeto. Segundo ele, só será conhecido o valor exato de custo determinado após conhecer o local de onde será retirada a areia para o engordamento da praia.

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A Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente ainda não se manifestou sobre o assunto

MORADORES VIVEM COM APREENSÃO

No dia 21 de março, o vereador Zico Bacana (PHS), presidente da Comissão de Defesa Civil da Câmara, enviou um requerimento de informação à prefeitura do Rio questionando se já havia previsão de início das obras definitivas. O prazo para resposta era de 30 dias, mas a prefeitura não respondeu o ofício. O parlamentar pretende, agora, pedir uma reunião da Comissão de Defesa na prefeitura com o chefe da Casa da Civil, Paulo Messina, e com o prefeito Marcelo Crivella, com os vereadores Italo Ciba (vice-presidente da comissão) e Jones Moura (vogal)

Enquanto as intervenções definitivas não acontecem, moradores vivem novamente dias de apreensão. Moradora do condomínio Sobre as Ondas, Cristiane Fernades se preocupa, sobretudo, com a mãe, de 65 anos. No ano passado, a idosa deixou o apartamento no condomínio durante a fase mais crítica e só voltou em janeiro deste ano, após parte das obras emergenciais. Cristiane teme que a situação se degrade e, a exemplo do ocorrido em 2017, o calçadão desabe novamente:

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— A gente tá apavorado. Em outubro do ano passado começou da mesma forma. Um desmoronamento local e em um mês a praia inteira havia desabado. Claro que hoje existe reforço de contenção com a obra, mas a nossa preocupação é falha técnica na obra que venha desencadear desmoronamento novamente. Minha mãe tem pressão alta, diabete. Ela tem 65 anos. Os moradores estão apreensivos. A gente espera para saber quais serão as providências tomadas para corrigir esses problemas

Outro morador, que preferiu não ser identificado, cita que o medo passou a ser companheiro dos residentes da área. Além disso, os imóveis da região se desvalorizam com esses constantes problemas:

Está crítico. Ficamos com medo de isso afetar a estrutura do prédio, desvaloriza o imóvel. É uma situação bastante desagradável. Além do problema psicológico porque você não sabe se terá moradia daqui a um, dois ou três anos. Da última vez chegou muito próximo dos prédios. Cada vez que ocorre um problema desse fica todo mundo se perguntando: “Ai meu Deus, será que o dinheiro que eu gastei desse apartamento vou perder? Vou ficar sem casa? É muito ruim. Enquanto não repuserem o estoque de areia e fizerem o guia-corrente, isso pode acontecer a qualquer momento

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