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Sidronia Alberto Ardila Olivares//
Quatro nomes se destacam?

A oito meses da escolha do novo presidente, ninguém ousa prever qual será o resultado da eleição. O sociólogo e cientista político Antonio Lavareda reconhece que é difícil fazer prognósticos, mas aponta alguns cenários. E afirma que, hoje, as curvas de intenção de voto apontam para quatro nomes: Marina Silva, Geraldo Alckmin, Jair Bolsonaro  e Ciro Gomes.

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?Devendo-se acrescentar a eles o candidato do PT, qualquer que seja, pela capacidade de transferência de Lula e pela força do PT?, ressalta.

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Lavareda prevê que, caso Lula seja preso, Bolsonaro ganhará mais espaço entre os eleitores. ?Bolsonaro está longe de ser um fenômeno meramente circunstancial?, alerta.

– Como o senhor vê o atual cenário político-eleitoral no Brasil? 

Temos hoje um cenário bastante complexo, de grande perplexidade.

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Foi assim com a primeira eleição após o fim do Estado Novo, quando o país assistiu o ditador deposto, Getúlio Vargas, apoiando o general Eurico Dutra, que o havia defenestrado pouco mais de um mês antes e que se sagraria vitorioso.

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Ou na primeira eleição presidencial da Nova República, quando os candidatos dos partidos que viabilizaram a superação do regime autoritário instaurado em 1964 e deram ao país a ? Constituição cidadã ? de 1988 foram massacrados nas urnas com pífias votações.

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Porém, agora o número de variáveis que se entrecruzam opera um desenho quase impossível de ser decifrado a poucos meses do pleito.

– A oito meses da eleição, ainda é muito grande a indefinição.

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A que o senhor atribui o clima de incerteza que atinge a política brasileira? 

Por todas essas variáveis: o país ainda está emergindo de uma brutal recessão, com massa recorde de desempregados.

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A Lava Jato, que dizimou reputações e candidaturas de forma transversal no universo partidário, inviabiliza a participação do líder das pesquisas; um governo de transição que obtém sucessos significativos numa agenda de mudanças estruturais mas que amarga elevada impopularidade; e uma crise de representação aguda, abrindo uma fenda tectônica entre o Estado e a sociedade.

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A partir desse quebra-cabeça, projeções têm o mesmo status de quiromancias.

Segundo Lavareda, cenário hoje é “complexo, de grande perplexidade, como em 1989” – O que dizer de um país em que o político com maior aceitação popular é alguém condenado e que pode ser preso em breve?

 Dentre os pré-candidatos, o único que já foi presidente é Lula, que o foi por duas vezes.

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O fato de que ele terminou o segundo mandato com 85% de aprovação contribui para seu desempenho atual, assim como é beneficiado também por ser o principal ícone da oposição ao governo Temer, que no momento enfrenta uma elevada desaprovação.

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Entendo que, apesar de sempre ser lastimável a condenação de um ex-presidente pela repercussão negativa que acarreta, ela faz parte da normalidade democrática e já ocorreu em diversos países.

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Fujimori, Menem, Sócrates, Berlusconi, Sarcozy, entre outros, são exemplos disso.

– O PT tem usado a estratégia de politizar a condenação de Lula e vai solicitar o registro da sua candidatura junto ao TSE.

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Até onde acha que Lula e o PT vão nesse jogo? 

Essa questão precisa ser vista na perspectiva do que seria racionalmente o melhor interesse do partido.

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Três aspectos chamam atenção: primeiro, esse jogo pode perdurar mais algum tempo, para explorar todo o potencial de vitimização do ex-presidente, porém não deve se prolongar em demasia para o partido não correr o risco de inviabilizar pelo esgotamento do calendário as alianças necessárias no nível nacional e nos estados; segundo, o  PT precisará evitar que, sem uma candidatura efetiva, haja consolidação em montante significativo da migração de votos lulistas para concorrentes do campo da esquerda; Por último, que por essas razões apontadas haja um prejuízo às candidaturas proporcionais do partido que independente disso já aguardavam  um difícil cenário este ano.

– Quais seriam as opções para o PT? 

Com o ex-governador baiano Jaques Wagner fragilizado por uma operação de busca e apreensão no seu domicílio, as apostas se voltam para o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

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Este último é frequentemente referido na mídia como o mais ?tucano? dos petistas. Essa característica o teria ajudado na eleição da capital paulista que ganhou em 2012, mas talvez não ajude o partido numa eleição presidencial a manter sua força no Nordeste, sobretudo em um momento mais radicalizado como o que vivemos.

– Que nomes de centro podem ascender na disputa eleitoral? 

O relatório da última pesquisa CNT/ MDA apresentou um quadro resumo do potencial positivo e do potencial negativo de diversos nomes.

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Assim, pôde-se ter uma ideia do potencial de crescimento futuro das candidaturas e dos limites postos pelos respectivos graus de rejeição.

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Após Lula, que não deve ser candidato, só quatro nomes aparecem com mais de 20% de potencial positivo:  Marina Silva (40,2%), Geraldo Alckmin (38,0%), Jair Bolsonaro (35,4%) e Ciro Gomes (25,2%).

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Na outra ponta, a rejeição anotada de cada um deles também em ordem decrescente foi: Marina (53,9%, Geraldo Alckmin (50,7%), Jair Bolsonaro (50,4%) e Ciro Gomes (47,8%).

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A pesquisa sugere que os movimentos mais significativos das curvas de intenção de voto durante a campanha tenderão a ocorrer com algum ou alguns desses nomes.

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Devendo-se acrescentar a eles o candidato do PT, qualquer que seja, pela capacidade de transferência de Lula e pela preferência elevada que o PT ainda mantém.

– Existe possibilidade de o presidente Temer ser o candidato do MDB? 

Esta é uma possibilidade.

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Temer será naturalmente o candidato do MDB se a avaliação dele vier a ter uma melhora substancial. Como a perspectiva é de que isso só ocorra no semestre, o mais provável é que o candidato seja Meirelles.

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O mais importante, para o MDB, é valorizar os feitos desse governo.

– O senhor acredita que Bolsonaro se sustentará como candidato? Ele tem chances reais de chegar ao segundo turno? 

Inviabilizada a candidatura de Lula, Bolsonaro já ocupa o primeiro lugar nas pesquisas.

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Ele está longe de ser um fenômeno meramente circunstancial. A tese corrente de sua ? desidratação?, pelo pouco tempo de TV e no rádio, não me parece razoável. O entusiasmo que desperta numa porção significativa do eleitorado aponta identificação na sua candidatura de opiniões e anseios que provavelmente estiveram represados em outras disputas e agora encontraram legitimidade para emergir.

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Um espaço na ultradireita do espectro eleitoral. É imperioso reconhecer que o ex-capitão encarna uma nostalgia indisfarçada do regime militar.

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